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O que é Hifu
Tratamento do câncer da próstata localizado ou recidivado por Ultrassom Focalizado de Alta Intensidade (HIFU)


A ultrassonografia transretal diagnóstica está muito bem estabelecida. A ultrassonografia terapêutica (HIFU, sigla em inglês que representa high intensity focused ultrasound) vem sendo realizada, no Brasil, no Hospital Nossa Senhora das Graças, em Curitiba, com o equipamento Sonablate® 500.

A diferença entre estas formas está na freqüência e intensidade da energia acústica aplicada, além de sua profundidade no tecido (penetração). A HIFU determina elevação focal da temperatura e promove necrose de coagulação.


Figura 1 – Diferenças físicas entre a ultrassonografia diagnóstica e terapêutica (HIFU). HIFU permite concentração à pequena distância da fonte, elevação da temperatura e conseqüente necrose de coagulação.

Ultrassonografia diagnóstica
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Ultrassonografia terapêutica – HIFU
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(Imagens cedidas, com autorização escrita, pela International HIFU Inc. [Charlotte, North Carolina]).

A posição do transdutor no reto (com as duas formas de ultrassonografia e Doppler colorido) e apresentação do ponto focal se faz conforme apresentado na figura 2.

Figura 2 – Esquemas de posicionamento do probe no reto, ao realizar o procedimento. Na figura inferior (2b) se pode identificar a próstata em azul e os pontos focais em amarelo. A somatória de tratamento dos vários pontos focais, nas regiões anterior, média e posterior da próstata, permite determinar a ablação completa da mesma.

Figura 2.A
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Figura 2.B
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(Imagens cedidas, com autorização escrita, pela International HIFU Inc. [Charlotte, North Carolina]).

O Doppler colorido permite identificar os feixes neurovasculares.

Figura 3 – Apresentação com Doppler colorido, na imagem transversal da próstata (lado esquerdo), dos feixes neurovasculares (coloridos em tons laranja e azul). Isto permite a identificação dos mesmos, em tempo real, durante o tratamento.


(Imagem cedida, com autorização escrita, pela International HIFU Inc. [Charlotte, North Carolina]).

A HIFU primária deve ser considerada, sobretudo, para pacientes com idade mais elevada e comorbidades importantes, e àqueles que não aceitam tratamento cirúrgico. O paciente ideal apresenta:
1- diâmetro antero-posterior da próstata ≤ 3.7cm (pode ser reduzido por hormonioterapia e/ou ressecção transuretral);
2- calcificações prostáticas ≤ 1.0cm;
3- PSA total ≤ 10ng/ml;
4- escore de Gleason = 7 e
5- câncer restrito ao órgão.
Para compreensão do campo de tratamento e definição do mesmo, ver figuras 4 e 5.

Figura 4 – Apresentação da próstata (transversal e longitudinal) e definição de área de tratamento (linhas vermelhas) na região anterior, em tempo real. Figura 4a com porção média da próstata e figura 4b com posição pouco mais inferior (caudal).

Figura 4.A

Figura 4.B


Figura 5 – Apresentação da próstata (transversal e longitudinal) e definição de área de tratamento (linhas vermelhas) na região posterior, em tempo real. Figura 5a com porção inferior da próstata e figura 5b com posição média (mais cranial que a primeira).

Figura 5.A


Figura 5.B
,

HIFU primária apresenta taxas de eliminação da doença entre 92,4% (média de 346 dias) e 83% (8 anos). O uso de terapias minimamente invasivas para o câncer da próstata localizado oferece o potencial intermediário entre seguimento ativo e tratamentos radicais. HIFU está aprovada em países como França, Canadá, México e Argentina.

As indicações de HIFU de salvamento incluem falhas após cirurgia radical (desde que se permita visualizar área de recidiva; figuras 6 e 7), falhas após radioterapia externa e/ou braquiterapia. Para falhas nestes 2 últimos modos, a taxa livre de recidiva bioquímica em 5 anos (após HIFU) foi de 52%. HIFU de salvamento pode ser considerada opção promissora de tratamento.

Figura 6 – Ressonância nuclear magnética com bobina endoretal: imagens axiais na seqüência “3D LAVA” ponderada em T1, associada à administração do contraste endovenoso (ácido gadotérico) (cortesia de CETAC, Curitiba, Paraná). Paciente com 8 anos após prostatovesiculectomia radical e recidiva bioquímica (PSA elevado). Ao exame se identifica área compatível com tumor recidivado na projeção do tecido periuretral posterior (ver área circundada), junto à anastomose vésico-uretral. Paciente recebe indicação para HIFU de salvamento.



Figura 7 – Imagem sagital de ultrassonografia transretal (cortesia da Clínica de Uro-Oncologia de Curitiba) do mesmo paciente da figura 6 (8 anos após prostatovesiculectomia radical e com recidiva bioquímica). Ao exame se identifica área compatível com tumor recidivado (seta) na projeção do tecido periuretral posterior, junto à anastomose vésico-uretral. Paciente recebe indicação para HIFU de salvamento.

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